Sonhos antigos e salvos

13th April 2008
2:33pm: tornados [sonho de alguns meses atrás]
       Estava em outro país, Inglaterra provavelmente. Ela e a família passeavam de carro por um daqueles grandes campos. O tempo estava fechado, e até assustador. De repende, no caminho, surgem os tornados - um aqui, outro ali... pelo jeito vamos ter que parar o passeio para se abrigar.
       Olhando em volta, não há lugar para ir. Descem do carro tranqüilamente e começam a andar por aí - "ah, vai aparecer algum lugar aí pra gente ir". Ditto.
       Uma casinha, escondida atrás de árvores; há pessoas lá dentro. A dona da casa os abriga - é comum aparecerem estranhos por lá fugindo de tornados.
       - "Tenho um abrigo subterrâneo aqui em casa, podem ficar lá";
       Ela abre algo semelhante à uma tampa de um bueiro no chão, todos descem; claustrofobia. Ao descer todo o caminho surge um cômodo grande e bem iluminado, com muitas plantas, árvores e algumas pessoas. Todos sorriem. "Bem-vindos!"
       Então ela e a família se acomodam por lá, esperando os tornados passarem. Cada procura um canto pequeno para se proteger. O lugar tem cozinha, camas, sofás; é tudo de madeira, mas é o suficiente para passarem alguns dias.

       ... ué, os tornados não vão embora logo?


28th March 2008
11:45pm: teclas de madeira [27.03.2008]
      Era noite, e acontecia um recital no auditório; ela entra no camarim e descobre escadas. Desce-as, então sobe, até que chega em outro lugar. Lá, duas pessoas a aguardam, querem ouvi-la tocar; ela pega seu violino mas descobre que lá tem um piano.
      - Vou tocar o piano, estou mais habituada a ele...
      Quando abre o instrumento, se surpreende. Suas teclas são marrons, são de madeira, e possuem uma formação diferente. As teclas pretas na verdade são também marrons, e estão na posição horizontal. São todas enfeitadas com padrões. Ela olha para as duas pessoas que a aguardam:
      - Sinto muito, mas este piano não é normal, não posso tocá-lo...
      Eles compreendem, e a levam para um piano "normal", situado em um corredor.

      Ela começa a tocar, e então tudo se embassa.



1st December 2007
1:20pm: maçãs
    Uma macieira muito alta. Os galhos entravam pela janelas. Os frutos eram grandes e bonitos; colhemos todos que alcançávamos e levamos para a cozinha.
    Torta de maçã...


24th November 2007
3:33pm: our worlds collide [sonho antigo]
    Era noite, e alguém a chamava pela janela. Quando olhou para fora, viu a lua, gigantesca, pálida e brilhante. Gigantesca. Ao ver aquilo, se perguntou "o que está acontecendo?", a lua está muito perto da Terra. As outras pessoas parecem não se impressionar com a cena.
    Então amanhece, e a lua continua lá, mas agora está acompanhada. Os outros planetas também estão se aproximando da Terra; olhando pela janela ela vê a superfície de Júpiter muito próxima aos prédios mais altos. O dia está amarelo e laranja. Pela TV os noticiários avisam: está acontecendo um fenômeno, e os planetas estão se aproximando da Terra. Ninguém tem uma explicação.
    Cientistas aproveitam a situação e lançam naves tripuladas para os planetas, afinal, não é sempre que eles ficam tão próximos assim. Será o fim do mundo?


17th November 2007
10:28pm: fissão nuclear
    Estava chovendo, e ela estava no carro, parado, com a família. Estavam, na verdade, ao lado de um lançador de míssil, mas aquele não era um míssil qualquer, era uma bola de fogo radioativa. Precisava ser lançada ao espaço com urgência, mas ela não sabia o porquê. Era um lançamento de risco e, se algo saísse errado, poria em risco toda a vida na Terra.
    Enfim, foi lançado. A TV mostrava o trajeto pecorrido pelo míssil de fogo; ao chegar em um certo ponto começou a fazer uma curva. Voltou. Atingiu a Terra. Formou uma cratera no oceano atlântico do tamanho de sua largura. Da televisão só se ouvia "é uma fissão nuclear, é uma fissão! A radioatividade vai se espalhar pelo planeta, é o fim da vida, todos precisam fugir!"
    Ela e a família pegaram suas coisas e entraram no carro. Foi difícil se despedir de seu piano, sabendo que nunca mais o tocaria.
    
    Precisavam fugir, aquilo era o fim do mundo, mas para onde iriam?


29th September 2007
3:48pm: deserto [sonho antigo]
    Estão em um avião. Pequeno. Quem pilota? A mãe é claro... não sabia que ela pilotava aviões.

    Sobrevoam pela beira de um deserto. Aquele deserto da Arábia, na Jordânia. O avião voa baixo, entre as paredes tortuosas do labirinto. Sabe Petra? É isso.

    Mas ela não estava enganada, a mãe dela não sabe pilotar aviões. O avião se inclina para frente. Inclina, inclina, inclina, até ficar vertical, com a frente virada para o chão, então se inclina mais, quase fica de cabeça para baixo.

    Mas está tudo bem, é assim mesmo.


11th September 2007
9:04am: avião e prédios [sonho de agosto de 2001]
    Para comemorar essa data de hoje (ou não), um sonho-coinscidência (ou não).

    Estava em outro país; todos falavam inglês. Era uma reunião em família, dia ensolarado, todos conversando no jardim da casa. A pequena observa um avião no céu, do tipo planador, que voa de um lado para o outro de maneira engraçada. Engraçada para ela.
    O avião voa baixo, muito baixo, e então choca-se com um prédio muito alto. Eles não estão mais no jardim de casa, agora estão na cidade, no térreo do prédio ao lado daquele que recebeu o choque do avião. Observam o prédio ao lado sem fazer nada. Aquilo não é grande coisa, um avião bateu no prédio, e daí?
    Um barulho ensurrecedor começa. O que é isso?! O prédio está desabando, o barulho é horrível! Continuam sem reação. O nosso prédio está bem, vai nos proteger... mas espera, nosso prédio também está desabando agora! Corre, corre, todo mundo corre!
    Todos correm desesperados. Colocam máscaras de proteção no rosto; os bombeiros já estão no local. A pequena e sua família saem ilesos do acidente e vão para um lugar bem longe, e alto. De lá podem observar o local do acidente. Fica o observando o trabalho de resgate. Todos que sobrevivem vão para lá onde ela está.
    E uma multidão se forma.


6th September 2007
10:10am: etude [04.09.07]
Só sabia que estava tocando o estudo harpístico no piano. Não lembra como era o piano, não lembra o que a rodeava; lembra apenas da partitura, e da música.


4th September 2007
10:09am: cidade podre [03.09.07]
    Estava lá por volta das 100, e precisava voltar para casa. Não sabia o motivo, mas precisava voltar.

    Como voltar? Existem as passarelas subterrâneas, mas elas são pequenas, escuras, e fedem à urina. Não dá, tem que ir por cima, enfrentar os carros; atravessa uma, duas pistas, tudo bem. Da segunda para a terceira tem um espaço, o que ela não sabia é sobre o pequeno abismo de 3 metros. Caiu. Mas como em um sonho, não se machucou. Na hora de atravessar a pista estava tranqüilo, poucos carros. Para atravessar a segunda metade da pista foi mais difícil. Tinha carro que não dava chance, mudava de faixa e andava devagar. Mas ela conseguiu. As duas últimas pistas foram as mais fáceis, na hora. 

    Depois de atravessar todo aquele mar de carros ainda faltava caminho. Seguiu ao Norte, precisava atravessar duas quadras. Para acabar com a dor de cabeça das ruas, rumou ao semáforo da entrequadra comercial. Aquela comercial, que costumava ser muito movimentada, quase não tinha gente, mas tinha muitas lojas; e algumas pessoas suspeitas. Ao atravessar o semáforo viu que tinha gente observando cada passo que ela dava. Gente suspeita. Ela sabia que não estava segura ali, mas continuou andando como se nada temesse, como se não ligasse para aquelas pessoas. Estava atenta.


19th September 2005
12:41pm: montanhas de feno...
Muito calor, eu sei. Tinha um morro todo coberto por feno colorido. Marrom, amarelo, vermelho... daí o carro precisava limpar tudo isso. Mas tinham pessoas sentadas lá, então foram todos para a piscina que tinha lá embaixo.

Enquanto isso ela foi devolver um livro na biblioteca que ela havia pego à decadas junto com seu amigo. Ele apareceu por lá e eles resolveram ir.

Ih, perdi a tarrachinha do piercing de novo! E agora? Ah, ele achou, que bom.


30th May 2005
10:39am: bicicletas
As janelas estão sujas. Então aproveita que tem uma máquina gigante tipo guindaste lavando a parede do bloco e pega a esponja para esfregar as janelas.

Pronto. Estão como novas. Agora é só esperar a máquina lançar o jato de água. Viu? É fácil.

Depois saem de bicicleta. Mas não é uma bicicleta comum. É pequena, pequena demais até e fica difícil controlar. Melhor descer dela para atravessa a rua. Aff, agora tem um cachorro vindo, desisto de andar nessa bicicleta.


22nd May 2005
7:17pm: laranjas brasileiras
Para onde íamos? Um lugar atrás das montanhas, e atrás do bloco Q. O caminho é muito longo, melhor ir pulando que chega mais rápido, né?

Opa, tem uma casinha aqui, vamos entrar e ver o que há dentro. Sim, o famoso quadro de Da Vinci, "Monalisa". Sempre me perguntei sobre o que ela esconde atrás das mãos juntas.

Ah sim, laranjas, é claro.
- "Estão doces, quer?" Oferece o quadro.

Meu irmão aceita, o caminho é longo e a fome pode apertar.
Depois continuamos pelo caminho de palha.

[sonho que tive 17498745 vezes quando era criança]


14th June 2004
5:52pm: candy
  Sair pela cidade. Pegou o helicóptero da polícia e saiu pilotando.   ...mas quem disse que ela sabia pilotar helicópteros? Desastre total. Mas pelo menos ela chegou no cinema antes do filme acabar. Ele já estava lá, mas ela o encontrou facilmente.


  Balinhas...


25th May 2004
3:02pm:
 Tão frágil e grosseira. A dona da cantina da escola enchia a paciência de quem ia lá comprar. Então ela resolveu dar um basta nisso, e a mulher gritou com ela. Então ela ficou assustada e seus amigos foram acolhê-la. Frágil.

 Mas ela não está tão carente assim, está?


17th May 2004
2:43pm:
  Ela estava fugindo da guerra: metralhadoras, pessoas encapuzadas... guerra. Já era mais de meia-noite. Sozinha, andava pela calada noite, nenhum barulho por lá, estava longe das metralhadoras.

Mas o silêncio é quebrado:

- Corre! Corre! Corre!

O soldado sai correndo. Por cima dela vê-se uma bomba sendo jogada e cai a alguns metros à frente dela. Explode.

Mas ninguém estava em casa, nem ela, nem ninguém. Estariam todos bem? Sim, estão... estão no campo de refugiados sobreviventes à bomba.

Mas, espere, falta alguém...

------xxx------

No dia seguinte ela foi pescar usando baratas e pedras como isca. Quem entende?


12th May 2004
2:42pm:
     "Jessica, seu piercing tá sujo, seu piercing tá sujo, seu piercing tá (...)"

     "Tá bom, eu já sei, é que eu tive que tirar e ele caiu no chão. Não faz mal, tá cicatrizado já."



Em época de aula o cérebro tá cansado e não sonha muito. Quero férias.


3rd May 2004
6:53pm: oh-oh-oh?
 Na sala de aula, começou com uma batucada na mesa. De repente o batuque mudou de tom, e começou

oh, oh, oh
totus floreo
iam amore virginali
totus ardeo,
novus, novus amor
est, quo pereo.

 Mas quando ela acordou daquele sonho a música já não estava mais na sua cabeça. Nem a melodia, nem o ritmo.

...subconsciente egoísta.


26th April 2004
3:16pm: bombardeios?
  Estava indo para um SESC, no centro da cidade, tão diferente de como costuma ser. Quase entrou lá mas alguém a chamou do lado de fora. Saiu. Um avião passava de um lado para o outro, mas ela nunca se importa com essas coisas.

  BUM! Um míssel cai em cima do SESC. Sua mãe liga - você está bem? - sim estou. - Corre para procurar abrigo. A cidade está sendo bombardeada.

  Mas por que? Ela nunca soube.


22nd April 2004
5:59pm:
  Piercing? Sim, piercing = furo. Ela colocou dois piercings nos braços, ou melhor, nos antebraços, um de cada lado. Eram como agulhas de prender bilhetes no mural. Só que estavam nos seus braços.

  Então um deles caiu. Ela foi colocar de volta mas não sabia como. Dava até para sentir os ossos.


Manus ferens munera
pium facit impium;
nummus iungit federa,
nummus dat consilium;
nummus lenit aspera,
nummus sedat prelium.
Nummus in prelatis
est pro iure satis;
nummo locum datis
vos, qui iudicatis.


20th April 2004
6:53pm: livre? mesmo?
  Voando pelo campo grande aberto, onde cavalos correm tentando acompanhar o seu ritmo.

       Então ela pousa, à beira de uma piscina azul. Muita gente nadando, todos aparentemente conhecidos. Então alguém a chama para entrar na água.

       Triste, vê que não pode entrar por causa das raízes em suas pernas. Ainda estão novas, estão crescendo, têm muitas folhas verdes. Se entrar na água vai murchar.



12th April 2004
5:17pm:
    Estava viajando de avião, indo visitar seus avós que moram do outro lado do oceano. O avião decola, desce, e decola. Chega lá de noite.


    Seu avô a pega nos braços e, junto com a família, pesseiam pelo campo aberto debaixo de uma noite estrelada. Fica contemplando a aurora boreal de plástico junto com bolhas de sabão.


    Mas cuidado, cuidado com o bicho-papão.


24th March 2004
3:14pm: sonhos
   Ela atravessava a rua, que costuma ser movimentada, mas dessa vez estava vazia, vazia. Parecia até estar fechada. Por isso não foi como aquela vez em que ela parou no meio da pista e os carros tentavam atropelá-la; e agora é de noite.    Chegando do outro lado ela se despede dele com um beijo e vai embora. O dia chega num piscar de olhos, e seus amigos estão na parada de ônibus. Ela está ao lado de casa. Mas sobe no ônibus para cumprimentar os amigos e o ônibus começa a andar. Puxa o cordão e pára. Desce.    Percebe que agora está mais longe de casa e começa o caminho de volta a pé. No caminho, brinquedos e bonecos antigos de madeira, lembranças da sua infância. Personagens da tevê, e um cachorro. Ela está voltando para casa, mas jamais retorna.


18th March 2004
2:33pm:
O meu avô que tinha morrido (mas no sonho me parecia mais um desconhecido), me mandava mensagens atrás de um calendário, escrevendo nele. Uma das mensagens dizia: 'eu acho que as pessoas da Terra podiam renovar os braços' - foi isso mesmo. Daí eu achei estranho e tal.

Passando-se um tempo eu estava embaixo de um bloco de uma das quadras daqui, quando aparece uma velha parecida com a menina do filme O Chamando, só que era loira, cabelo curto e era... velha. Ela não tinha braços, e ela queria me assustar.

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